quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um coração apegado ao Pai


Tu, que brotas dentro de mim
como uma fonte que não nasce de mim,
porém que me molha e me rega.

Tu, que brilhas dentro de mim
como uma luz que eu não acendo,
porém que ilumina minha sala de estar.

Tu, que amas dentro de mim
como uma chama que não é minha fogueira,
porém que põe fogo em todo o meu ser.

Tu, silêncio íntimo,
que não falas,
porém que sem palavras
colocas em minha vida a palavra
que dá vida ao mundo.

Tu, confidente invisível,
diálogo,
companhia permanente,
que me tiras do anonimato das coisas
e me fazes ser eu.

(Oração de Patxi Loide, citada por José Maria Mardones)